22 janeiro 2014

10ª Jornada Espírita de Canavieiras- Ba

PROGRAMAÇÃO COMPLETA.
Palestra da Abertura Sexta Feira dia 14/02/2014
tema: O EVANGELHO A LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA,
Expositor: Lindomar Coutinho (Ilheus- Ba)

Dia 15/02/2014 Sábado das 09h às 12h
Seminário para a Juventude Espírita e Simpatizantes.
Tema: O AMOR: O SENTIDO DA VIDA, AMAR APESAR DE TUDO.
Expositor: Lindomar Coutinho (Ilheus-Ba)

Dia 15/02/2014 Sábado das 09h às 12h
Seminário com o tema: JESUS A PORTA; KARDEC, A CHAVE. (Metodologia de Estudo do Novo Testamento)
Expositor: Wagner Gomes da Paixão ( Belo Horizonte- MG)

Dia 15/02/2014 Sábado das 14h às 17h
Seminário tema: NOS CAMINHOS DE JESUS
Expositora: Ana Guimarães ( Rio de Janeiro- RJ)

Dia 15/02/2014 Sábado às 19:30
Palestra: O EVANGELHO: FAROL DA NOVA ERA
Expositor: Wagner Gomes da Paixão ( Belo Horizonte- MG)

Dia 16/02/2014 Domingo das 09h às 12h
Seminário com o tema: EXPLORANDO O EVANGELHO À LUZ DO ESPIRITISMO
Expositor: Wagner Gomes da Paixão ( Belo Horizonte - MG)

16/02/2014 Domingo às 14:30
PALESTRA DE ENCERRAMENTO
Tema: AS BEM-AVENTURANÇAS E O ESPIRITISMO
Expositora: Ana Guimarães ( Rio de Janeiro - RJ)

Mensagem: 
" SE VOCÊ CRÊ SOMENTE NAQUILO QUE GOSTA NO EVANGELHO E REJEITA O QUE NÃO GOSTA, NÃO É NO EVANGELHO QUE VOCÊ CRÊ, MAS, SIM, EM SI MESMO". (Santo Agostinho)

02 janeiro 2014

Benefícios das Reuniões Mediúnicas Espiritas


As tarefas desenvolvidas, nas reuniões mediúnicas espíritas, devidamente estruturadas dentro do método que preceituam os postulados doutrinários do Espiritismo, facultam benefícios extraordinários para os planos de vida física e espiritual. No transcorrer do desenvolvimento, educação da mediunidade e desobsessão dos encarnados, os Benfeitores Espirituais promovem a profilaxia nos participantes destas atividades, em torno de doenças enigmáticas na área física e mental, possibilitando o desdobramento das potencialidades mediúnicas daqueles que lhes são portadores, ao mesmo tempo, tratando com eficiência dos médiuns atormentados por Espíritos malévolos ou portadores de auto-obsessão pertinazes com que lhes ensejam liberação, conduzindo-os ao trabalho da caridade anônima e fraternal. Nestes intercâmbios salutares, os integrantes dos grupos mediúnicos fruem da oportunidade de aprendizado junto aos desencarnados, ouvindo-lhes as lições vivas dos seus depoimentos realísticos sobre as dificuldades encontradas na pátria espiritual, por haverem desconsiderado os patrimônios que a vida lhes ofereceu. Simultaneamente, tomam conhecimento das técnicas empregadas pelos Espíritos infelizes, que exercem perturbação, agridem e prejudicam os seus desafetos que transitam no corpo – seus algozes impiedosos de existências passadas – resultando daí, um convite silencioso para todos fazerem uma reavaliação do comportamento pessoal diante do próprio ingresso na vida futura. Decorrente desta convivência entre os dois mundos, o dos encarnados e dos desencarnados, utilizando-se das informações colimadas no desenrolar destes misteres, conscientizam-se da necessidade de efetuarem modificações graduais, nas suas personalidades deficientes, ocorrendo, então, o grande fenômeno efeito da comunicabilidade dos Espíritos, qual seja, o do acordar a consciência dos seres inteligentes que vivem no corpo ou fora dele, com reflexos favoráveis para o surgimento de uma humanidade mais feliz. Além disso, as cargas psíquicas, carreadas por vibrações deletérias dos seres espirituais infelizes provenientes do entrechoque de paixões absorventes, são diluídas, nessas ocasiões, por mecanismos especiais; as tensões nocivas em forma de frustração, ansiedade, ódio, desejo de vingança e medo, diminuem de intensidade, apaziguadas pelo refrigério do tratamento fluidoterápico feito pelos Espíritos Superiores, abrindo espaços no mundo íntimo dos participantes para um posicionamento com melhores perspectivas de um retorno à normalidade e à conquista da paz em futuro próximo. Especificamente, para os desencarnados, sofredores ou perturbadores da Erraticidade inferior, essas reuniões funcionam como meio mais direto de socorro, esclarecimento, tratamento e preparação com vistas a um novo retorno ao palco da existência física, onde repetirão as experiências malogradas, aliviando, por sua vez, o peso específico da psicosfera da Terra, sobrecarregada de fluidos enfermiços e desagregadores, provindos da população flutuante das zonas umbralinas, tão prejudiciais para a saúde física, quanto mental e espiritual dos habitantes terrestres. Durante os breves minutos que se passam na ocorrência do fenômeno de acoplagem mediúnica quando se verifica a psicofonia, acontece uma verdadeira “reencarnação” a curto prazo, quando o desencarnado ensaia, prepara-se para uma “incorporação” de longo curso, que é a reencarnação definitiva, em novo casulo carnal... Especialmente, no tratamento das doenças mentais, nos casos de perseguições odientas de desencarnados sobre encarnados, as reuniões mediúnicas espíritas, assumem uma posição de vanguarda para a cura definitiva desta enfermidade social epidêmica em virtude da larga incidência do fenômeno denominado, por Allan Kardec, como obsessão. Nesse particular, as suas atividades, facultadas pela mediunidade consciente e equilibrada, pela vivência e prática dos ensinamentos evangélicos vêm oferecendo uma grandiosa e abençoada contribuição, porque conseguem demonstrar que por detrás das neuroses e psicoses, nos distúrbios da emoção e da mente, invariavelmente, existe uma problemática de ordem espiritual, seja do próprio Espírito encarnado – um delinquente, fugitivo de anteriores existências, trânsfuga das leis divinas, diante de crimes hediondos perpetrados contra os seus semelhantes – seja daqueles que, no plano espiritual, geram no seu campo magnético lamentáveis expressões alienadoras que sintonizam por via obsessiva. Eminentes psiquiatras, psicanalistas e psicólogos em todas as épocas defrontaram o problema da obsessão. Não obstante o progresso extraordinário alcançado pelas “ciências do espírito”, em se tratando da influência ou o império persistente que Espíritos inferiores exercem em determinados indivíduos, a terapêutica psiquiátrica ainda se torna um tanto ineficaz, para lograr-se o êxito desejado, ou seja, a cura definitiva. Somente o Espiritismo, utilizando-se da mediunidade dignificada, nas reuniões especificas, consegue um percentual de cura expressivo, usando a terapia da catarse, na doutrinação dos Espíritos atormentados, através de médiuns adestrados, da moralização do próprio enfermo, como daquele que se encarrega do trabalho de aconselhamento do atormentado-atormentador. Um dia não muito distante, quando a ciência oficial abandonar os preconceitos escolásticos e o Espiritismo, como a mediunidade forem melhor conhecidos e estudados, disporemos de processos mais avançados, na área da Psiquiatria, para uma penetração em maior profundidade da problemática das alienações mentais, nas suas diversas e complexas feições, quando serão feitos em maior escala na atualidade, nos Sanatórios de doentes mentais, as técnicas desobsessivas, realizadas nas reuniões mediúnicas espíritas, paralelamente ao tratamento psiquiátrico, proporcionando-se índices jamais imaginados nas curas definitivas das variadas formas de psicopatias e alienações mentais. Se tudo isso não bastasse para enaltecer tal ministério de intercâmbio espiritual, poderíamos ainda contabilizar a favor das reuniões mediúnicas espíritas, o auxílio fraternal e solidário dado pelos Espíritos Superiores respondendo a um número sempre crescente de pedidos de orientação espiritual, ou então páginas e páginas de mensagens edificantes enfeixadas em livros traduzindo de forma decisiva, o valor inestimável da mediunidade vitoriosa sob a égide de Jesus Cristo, o Amigo Incomparável de todos nós.
 ( Artigo da autoria de José C. Ferraz, trabalhador da Mansão do Caminho ( Salvador/Bahia) e Membro do Projeto Manoel Philomeno de Miranda)

Seja Bem Vindo 2014




01 dezembro 2013

Reencarnação: Memórias de outras vidas





O conceito de reencarnação está impregnado de fé e misticismo. Mas a multiplicação de relatos impressionantes de lembranças e marcas de supostas vidas passadas atrai cada vez mais o interesse da ciência.






por Marcos de Moura e Souza


Em uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos, a Universidade de Virgínia, pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se há décadas a desafiar os céticos. Ali são estudados, entre outros casos que ultrapassam os contornos da ciência convencional, relatos sobre reencarnação, muitos deles submetidos à checagem. Resultados conclusivos não há, mas eles são, no mínimo, intrigantes. À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.
Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.
Mas o que leva esse renomado médico, com mais de 60 anos de carreira, e tantos outros pesquisadores a encararem a reencarnação como uma hipótese válida?
Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.

Recordações de mãe
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.
Assim como esse, há milhares de outros episódios intrigantes, alguns mais e outros menos verificáveis. Somente na Universidade da Virgínia há registros de mais de 2500 casos desse gênero. Acontece que, para a ciência, a ocorrência de casos isolados, ainda que numerosos, não prova nada. Os céticos atribuem essas histórias a fraudes, coincidências ou auto-induções às vezes bem intencionadas.
Mas, embora a ciência duvide da reencarnação, a humanidade convive com a crença nela faz tempo. De acordo com algumas versões, o conceito de reencarnação chegou ao Ocidente pelas mãos do matemático grego Pitágoras. Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais. O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia da PUC de São Paulo. Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente, com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”, diz Altmeier. A idéia, porém, não deixou traços – pelo menos não com a mesma força – nas três religiões surgidas de Abraão: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se manifestavam com o mundo dos vivos. Kardec escreveu uma série de livros sobre as experiências mediúnicas que observou e, tendo como base a idéia da reencarnação, fundou a doutrina espírita. Para os espíritas, reencarnação é um ponto pacífico. Mas muitos deles preferem dar crédito a relatos embasados no cientificismo. “Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.

Terapias e evidências
Nas aulas que dá na federação sobre espiritismo e ciência, Lisso – que é autor de três livros – se baseia, sobretudo, nas pesquisas feitas por universidades estrangeiras, que considera mais confiáveis. Lisso diz que já perdeu as contas das vezes que ouviu pessoas lhe dizendo que tinham lembranças de outras vidas, algumas, talvez, por meio das chamadas terapias de vidas passadas. “Terapias, por si só, não provam nada”, diz Lisso, referindo-se a uma prática que supostamente leva a pessoa a escarafunchar memórias tão remotas quanto as de duas, três encarnações anteriores. Os espíritas não recomendam a experiência. “Até os anos 50, flashes ou outras manifestações eram considerados distúrbios mentais”, diz Lisso. Com o tempo, ganhou eco a explicação de que muitos desses sintomas poderiam ser evidências de existências passadas.
No Brasil, um dos poucos que seguiram a linha da investigação mais científica foi Hernani Guimarães Andrade, que morreu há quase dois anos. Autor de diversos livros, entre eles Reencarnações no Brasil (O Clarim, sem data), Andrade conta o caso de uma menina paulistana, identificada apenas como Simone. Nos anos 60, quando tinha então pouco mais de 1 ano, ela começou a pronunciar palavras em italiano, sem que ninguém a tivesse ensinado. Passou também a relatar lembranças que remontavam à Segunda Guerra Mundial. Seu relato era tão vívido que familiares se renderam à idéia de que fragmentos de uma encarnação passada ainda pairavam em sua mente. A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte. As recordações pararam de jorrar quando a menina tinha por volta de 3 anos.
Mas as supostas memórias de crianças como Simone e Swarnlata não são os únicos sinais que chamam a atenção dos estudiosos. Em várias universidades ao redor do mundo, os pesquisadores passaram a examinar também marcas de nascença – associadas a lembranças – como possíveis evidências de reencarnação. O mesmo Stevenson reuniu um punhado desses casos num estudo divulgado em 1992. Segundo o levantamento feito com 210 crianças que alegavam ter lembranças de outras vidas, cerca de 35% apresentavam marcas de nascimento na pele. Em 49 casos, foi possível obter um documento médico, geralmente um laudo de necropsia, das pessoas que as crianças haviam supostamente sido em outra encarnação. A correspondência entre o ferimento que causara a morte e a marca de nascença foi considerada, no mínimo, satisfatória em 43 casos (88%), segundo Stevenson.
Um exemplo citado por ele é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito. Essa menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada no alto do abdome. A marca correspondia à incisão cirúrgica da tia. Stevenson recorre a uma frase do escritor francês Stendhal para se referir a casos de memórias e de marcas que, às vezes, podem passar despercebidos: “Originalidade e verdade são encontradas somente nos detalhes”.

Atendimento Fraterno


Quando alguém propõe-se a auxiliar o seu próximo, colocando-se à disposição para o atendimento fraterno, desenvolvem-se-lhe os sentimentos de elevação moral e espiritual, possibilitando-lhe a bênção da sintonia com o mundo transcendente superior.
Entidades nobres, encarregadas de contribuir em favor do progresso da sociedade acercam-se-lhe e passam a inspirá-lo e a protegê-lo com mais assiduidade, a fim de que sempre se encontre em condições seguras para o mister.
Quando se aprende a ouvir com serenidade, especialmente as queixas e reclamações, os brados de desespero e os profundos silêncios da angústia, ou simplesmente permitir que haja uma catarse de quem sofre, interessado em socorrer bondosamente, nunca lhe faltam os valiosos recursos do auxílio dos Mentores, que vão além das palavras consoladoras e calmantes, como também através dos processos fluidoterápicos valiosos.
Os grandes problemas e desafios humanos encontram-se ínsitos na própria criatura, desestruturada para os enfrentamentos, no debate de inúmeros conflitos não resolvidos e procedentes do passado espiritual, que se transformam em terríveis algozes, acicatando o cerne da alma e aturdindo a mente, colocando fantasmas aparvalhantes onde existem somente frustrações e insegurança.
Quaisquer pequenas ocorrências desagradáveis são transformadas em tremendos sofrimentos que aumentam na razão direta em que a falta de equilíbrio e maturidade para resolvê-los, induz à autocompaixão, à revolta, à insanidade.
Todos os males que aturdem o ser humano procedem do seu íntimo e somente na sua raiz devem e podem ser solucionados.
Por essa razão, cada Espírito é o somatório das suas experiências evolutivas através do curso das reencarnações.
A ignorância desse mecanismo sublime permite ao indivíduo manter-se em deplorável situação existencial, o que lhe proporciona a instalação de conflitos e tormentos desnecessários à evolução, mas que são o inevitável efeito dos comportamentos insanos.
A consciência exige a reparação de todo e qualquer atentado às Leis Cósmicas de harmonia, e, por essa razão, mantém, no períspírito, os arquivos de todas as ocorrências existenciais.
Oportunamente, tudo aquilo que lhe constitui culpa, leviandade, violência, extravagância na conduta, agressão à vida sob qualquer aspecto, emerge, a fim de que se lhe permita a elevação a nível mais significativo, portanto, à capacidade de registros mais profundos e menos grosseiros, defluentes da animalidade por onde transitou no passado.
É comum, portanto, que as aflições emocionais prolongadas terminem em mecanismos de somatização, o que dá surgimento a enfermidades orgânicas muito complexas, ao mesmo tempo enseja contaminações de vírus, bactérias e outros microorganismos danosos à saúde.
Tendo-se em vista a necessidade da reparação dos erros pretéritos e próximos, ocorrem, inevitavelmente, as interferências espirituais negativas que mais agravam a problemática afligente.
Noutras vezes, e não em número inexpressivo, toda ocorrência de sofrimentos tem origem na presença e imantação fluídica de adversários espirituais do ontem, que não conseguiram superar os ressentimentos e optam pela infeliz cobrança, como se fossem transformados nos braços da divina justiça, iniciando as sutis ou abruptas obsessões de efeitos danosos e de complexidade terapêutica muito grande, por depender essencialmente do enfermo.
Em quaisquer casos, no entanto, a compreensão do atendente fraterno torna-se essencial.
A não pressa em dialogar, os cuidados com as colocações propostas, o evitar sempre diagnósticos depressivos ou alarmantes informações sobre perseguições de ordem espiritual, que os necessitados ignoram, são essenciais, a fim não lhes produzir mais danos que benefícios.
A discrição do ouvinte, na condição de cooperador espiritual, torna-se relevante, sem expor a outrem, sem comentar as experiências dolorosas do seu próximo, enquanto mantém cuidados no dialogo esclarecedor à luz da meridiana sabedoria do Espiritismo.
Jamais sugerir terapias fora daquelas recomendadas pela Doutrina Espírita, seja orientar a busca de profissionais na área da saúde, propor superstições em voga ou aquelas que são heranças do passado, assinalando o atendimento pela serenidade, compreensão e gentileza, ao tempo em que, tampouco, deve prolongar por muito tempo a conversação psicoterapêutica, para evitar criar dependências emocionais e afetivas com o cliente.
De bom alvitre manter-se o cuidado de não receber o mesmo enfermo continuamente, desde que, após instrumentalizá-lo para os esforços pessoais que deve aplicar-se na busca da saúde, encaminhá-lo às das reuniões de explicações doutrinárias, assim como receber os auxílios fluídicos.
Cuidar de não prometer curas e soluções mirabolantes, porque cada caso é especial, sua estruturação no Espírito tem uma longa história de difícil compreensão num rápido lance, nem encorajar ilusões difíceis de serem tornadas realidade.
O atendimento fraterno não substitui o confessionário das antigas religiões nem deve permitir que o entrevistado revele segredos, de que se arrependerá, para que o ouvinte não se transforme num cofre de revelações dispensáveis para o mister.
Algumas pessoas têm falsa necessidade de narrar os dramas interiores, envolvendo os membros da família, especialmente os parceiros ou afetos, como responsáveis pelo que lhes ocorre, e isso acarreta problemas mais sérios, por causa da utilização intencional de usar os conselhos como arma contra aqueles que supõem serem os seus algozes.
Os dramas existenciais de heranças, de infidelidade conjugal, de rebeldia de amigos e familiares devem sempre ser ouvidos com silêncio, desviando o tema para as consolações que a Doutrina propõe, assim como para o estudo de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a fim de o fazê-las entender as razões das ocorrências que assinalam.
Trata-se, portanto, o atendimento fraterno, de um valioso e grave compromisso que se constitui num importante desafio a que a pessoa se submete.
Nele encontra-se também a mensagem da caridade no aspecto delicado da assistência moral e espiritual, sempre dignificando aquele que chega atormentado e carente de afetividade, não se permitindo, porém, arrebatamentos e emoções que possam transformar-se em sentimentos de paixões subalternas ou de excessiva compaixão.
Quando o atendente está consciente dos fatores que respondem pelas provações, esclarecido pelo conhecimento da reencarnação em nome da Divina Justiça, não perde a serenidade diante dos mais escabrosos acontecimentos, não se choca com narrações exageradas ou graves, a fim de que a sua palavra e a sua emoção sob controle possam sustentar o combalido, ao invés de desviar-se do essencial para os comentários paralelos sem significado.
Nunca dizer de improviso que o problema é resultado de obsessões espirituais nem fazer narrações aterradoras, ou que se trata de mediunidade não cuidada, por falta da prática da caridade, já derrapando em julgamentos que não têm cabimento.
Fortalecer o ânimo do visitante com jovialidade e ternura, ao tempo em que lhe demonstre a necessidade de responsabilizar-se pelas ocorrências e conseguir superá-las com paciência, com mudança das paisagens mentais e com a consequente alteração do comportamento moral para melhor.
O atendimento fraterno objetiva diluir informações equivocadas que o paciente traz sobre o Espiritismo, retirar-lhe a ideia mágica ou sobrenatural, deter-se no problema central, sem desvios narrativos inecessários, com demonstração de solidariedade, mas sem parecer que, a partir daquele momento, tudo se modificará ou pretender assumir o compromisso de passar a carregar-lhe a problemática.
Jesus, o exemplo máximo de atendimento fraternal aos infelizes, na Sua superioridade moral, evitava os diálogos longos e as interrogações secundárias, sendo direto no exame da questão, quando perguntava aos que O buscavam: - Que queres que eu te faça? Ou Tu crês que eu te posso curar?
E, de maneira incisiva, após operar a mudança no transtorno de qualquer natureza do enfermo, completava: - Vai e não tornes a pecar, a fim de que não te aconteça nada pior.
Impossibilitado de agir de igual maneira, o atendente espírita, deve sempre dispor-se a ajudar, favorecendo o visitante com as diretrizes para a autoajuda, para a sua renovação e saída do erro gerador do distúrbio que o aflige.
Orientar com sabedoria e bondade é uma difícil arte de amar.
O ser humano de hoje conduz interiormente todas as heranças do longínquo passado, por cujos territórios passou armazenando experiências nem sempre edificantes. A predominância das paixões primitivas remanescem fortes, dificultando-lhe o desenvolvimento moral que é mais lento e mais mportante.
Por essa razão, os diálogos durante o breve contato entre paciente e atendente deve constituir-se de singulares cuidados, especialmente preservando a integridade moral de ambos os dialogadores.
Todos aqueles que chegam atormentados em busca de conforto moral, trazem, às vezes, inconscientemente, as respostas que gostariam de ouvir, especialmente os queixosos e reclamadores, os acusadores e os depressivos, sendo indispensável manter-se cuidado com as palavras a exteriorizar-lhes e sem nenhuma presunção de convencê-los, mas sim, responder às indagações que sejam feitas, ao tempo em que favorece com os caminhos a percorrer a partir daquele momento.
Jamais sugerir o abandono das terapêuticas médicas a que vêm sendo submetidos, não interferindo numa área que não lhe diz respeito, nem tem condições de pronunciar-se. Pelo contrário, vale o cuidado de interrogar-lhes se recebem assistência especializada e mesmo diante da reclamação de que a mesma não tem dado os resultados desejados, estimulá-los a prosseguir ou mesmo, se for o caso, procurar outro facultativo.
O Espiritismo não vem combater nenhuma ciência, especialmente a médica, antes contribui em favor de resultados mais amplos, por demonstrar que o Espírito é o ser do qual procedem todas as manifestações existenciais.
Essa união das duas doutrinas – a médica e a espírita – é de fundamental significado para o bem-estar da criatura humana e, por extensão, da sociedade.
Nas recomendações que se deve apresentar ao paciente, é necessário elucidar o valor dos passes, da água magnetizada ou fluidificada, da oração e do comportamento como indispensáveis à sua recuperação.
Em circunstâncias mais embaraçosas, não perder a calma, não reagir da maneira como seja agredido, tendo em vista que o socorro não se pode converter em revide, porque o doente nem sempre tem noção exata de como se está conduzindo durante o atendimento.
São muitas as angústias que desnorteiam o ser humano e, em razão disso, os desequilíbrios emocionais tornam-se mais comuns e repetitivos, merecendo mais cuidado e entendimento fraternal, acalmando-o com vibrações de ternura e ondas de caridade, que constituem especial elemento de recuperação.
Cuide-se o atendente fraterno de orar com unção, experienciar contínuas emoções de alegria pela alta honra de poder servir, mantendo-se em sintonia com o Divino Médico de todos, que se encarregará dos resultados finais.
Por fim, aplicar-se o sublime ensinamento: Fazer ao próximo como gostaria que o mesmo lhe fizesse.
Nisso reside o êxito do empreendimento de amor, resultando na caridade numa das suas mais sublimes manifestações.

Manoel Philomeno de Miranda


(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia 4 de novembro de 2013, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

31 outubro 2013

O Passe



"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças". (Mateus, 8:17).

            Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.
            Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
            Traze detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.
            No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento.
            Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.
            Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.
            Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.
            O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranqüilidade.
            Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.
            Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
            Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.


            O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.
            Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos, porque de conformidade com as letras sagradas, "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças".




(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)