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31 outubro 2013

O Passe



"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças". (Mateus, 8:17).

            Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.
            Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
            Traze detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.
            No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento.
            Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.
            Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.
            Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.
            O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranqüilidade.
            Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.
            Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
            Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.


            O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.
            Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos, porque de conformidade com as letras sagradas, "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças".




(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

12 julho 2012

ESPIRITISMO E NÓS


Se o doente solicita receita e não aplica o remédio.
Se o aluno fichado na escola não lhe frequenta as aulas.
Se o viajante necessita chegar à estação, com passagem adquirida, e não toma o comboio.

Se o lavrador inicia a plantação e larga o trabalho à conta do vento.
Não culpe o médico, não acuse o professor, não reprove a condução, nem malsine a terra.Assim também, o   
       Espiritismo, junto de nós, quando lhe conhecemos os sagrados objetivos, sob a direção de Jesus.
Se nos reconhecemos necessitados de melhoria, se aspiramos à luz, se temos sede de paz, se queremos felicidade
     e não nos dispomos a usá-lo, em nós, por instrumento da própria renovação, não nos queixemos senão de nós
     mesmos.

No justo momento em que:
o fracasso lhe atropele o carro da esperança;
o apoio habitual lhe falte à existência;
a ventania da advertência lhe açoite o Espírito;
a aflição se lhe intrometa nos passos;
a tristeza lhe empane os horizontes;
a solidão lhe venha fazer companhia;


no momento justo, enfim, em que a crise ou a angústia, a  
     sombra ou a tribulação se lhe  façam mais difíceis de
     suportar, não chore e nem esmoreça.
A água pura a fim de manter-se pura é servida em taça vazia.
A treva da meia-noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para nova alvorada.
Por maior a dificuldade, jamais desanime.
O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar.
Assim, o espiritismo nos dá a finalidade do nosso viver e a estratégia, o método, a maneira do como viver para  
   alcançarmos o desenvolvimento possível.
Mostra-nos que não podemos nos tornar anjos, em poucos anos, mas devemos e podemos viver, visando o ideal
   da melhoria constante, dentro das nossas possibilidades reais, as quaiscostumamos subestimar.
O espiritismo define, com precisão, a responsabilidade de cada um no seu processo evolutivo. Sempre há a ajuda
    dos Espíritos desencarnados e encarnados, mas a decisão e a tarefa desse desenvolvimento pertencem a cada
    filho de Deus.

(Albino Teixeira/Francisco C. Xavier, in Caminho Espírita)

22 dezembro 2011

Encontro para Estudo do ESDE

Foi com muita alegria que finalizamos mais um ano de Estudo em grupo, através do Esde ( Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita )
O Grupo entrou em recesso e voltará às atividades normais em 29 de Fevereiro de 2012.
Aproveitando a oportunidade, desde já convidamos Você para participar também de estudos como este e muitos outros sobre o ESPIRITISMO, O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS.
Venha nos visitar e colaborar neste serviço do BEM.
Tenha um Natal acompanhado de Harmonia, Fé, e um Amor intenso por JESUS o Irmão e Amigo Inseparável de Nossas Vidas.
Guarde a certeza que Ele estará contigo cada instante de 2012.
Só depende de Você!!!
Felicidades!.









APOIO:

19 outubro 2011

Não Vá à Casa Espírita


Não Vá à Casa Espírita

Certo dia aproximei-me daquela casa espírita, cheio de receio por tudo o que me diziam a respeito dos espíritas.
Mas a curiosidade era tanta que quando dei por conta já estava entrando e não foi possível mudar de idéia.
Minha mente advertia: "Tenha cuidado! Tenha cuidado!".
Afinal de contas, estava ignorando o conselho de um colega que dizia: "Não vá à casa espírita! Você vai ficar horrorizado com o que fazem lá".
 
Mas agora já era tarde. Uma senhora, com estranha bondade, convidou-me a entrar.
Atento a tudo e a todos sentei-me na última fileira. Pensei comigo: "aqui está bom, estou mais perto da porta".
 
Logo comecei a prestar a atenção na palestra, pois a platéia estava atenta ao que dizia um senhor de meia idade.
Ele falava sobre coisas que eu não podia entender, ou talvez não queria, pois tinha receio.
 
Aos poucos fui me sentindo à vontade.
"Que estranho!" - pensei. Há muito tempo que não me sentia tão bem. 
Parecia que aquele pesado fardo que eu estava carregando tinha ficado mais leve.
As palavras, aos poucos, foram me envolvendo e então percebi que aquele senhor falava de perdão, de caridade, de fazer bem ao próximo, da reforma íntima para ser feliz.
Falou até de Jesus!
 
Após a palestra, fui convidado a ir a uma outra sala.
Vi uma senhora se aproximar de mim, impondo suas mãos sobre minha cabeça, parecendo estar em oração. 
Atento a tudo e a todos, por via das dúvidas também resolvi fazer uma prece, já que não fazia uma desde há muito tempo.
 
Quando ia para casa, pensando no que tinha me acontecido e como estava me sentindo melhor, tive vontade de retornar outro dia.
 
Era uma tarde de sábado. Novamente eu me aproximava daquela casa.
Para meu espanto, crianças e jovenzinhos também estavam chegando. 
"O que será que fazem aqui estas criaturinhas? Será que elas não têm medo?" 
-intimamente me indagava. 
Assim que entrei perguntei àquela senhora, minha conhecida do outro dia, o que faziam lá aquelas crianças. 
Bondosamente me explicou que estavam ali para as aulas de Evangelização Infantil e para o encontro dos grupos de jovens. 
Eles também estudavam a Doutrina Espírita e os ensinamentos de Jesus.
 
E assim, aos poucos fui conhecendo e me envolvendo com as atividades daquela casa. 

Hoje, quando me perguntam sobre essa escola de almas que freqüento, eu brinco: "Não vá à casa espírita! Pois você vai ficar impressionado com tantas coisas boas que acontecem lá".
 
* * *
 
Essa é a história de um personagem fictício que já foi vivido por muitos que, mesmo diante dos preconceitos, da ignorância e da desinformação que ainda há em relação à Doutrina Espírita, se dispuseram a conhecê-la.
E a despeito de tudo, surpreendem-se com uma realidade muito diferente daquela apregoada pelos que, mesmo desconhecendo, emitem pareceres sobre algo que não se dispõem a compreender.

31 maio 2011

Centro Espírita Bezerra de Menezes



“Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus freqüentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde, em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passatempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o elevará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida. Somente esses, portanto, serão registrados no Além-Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja, aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes de Espiritismo em horas de lazer.

Dramas da Obsessão”. Bezerra de Menezes, psicografado por Yvonne A. Pereira, Terceira Parte —Conclusão II

29 abril 2011

O Centro Espírita

O Centro Espírita

Autor: Vianna de Carvalho (espírito)

A medida que a Doutrina Espírita alcançava as mentes e os corações ansiosos de esclarecimento e consolo, aumentando a carga de trabalho do ínclito Codificador eis que ele fundou a 1º de Abril de 1858 a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que funcionou inicialmente na galeria de Valois, n° 35 em Palais-Royal.



Pára que ficassem definidos os seus objetivos, declarou-os no Artigo 1° do seu Regulamento:



-Tem por finalidade precípua o estudo dos fenômenos espíritas e das suas aplicações, as manifestações morais, físicas, psicológicas e históricas da sociedade.



Como continuasse a crescer o número de interessados no estudo dos postulados espiritistas, providenciou a ampliação do Regulamento ainda no mesmo ano, de forma a compatibilizar os interesses gerais com os fundamentos doutrinários da novel Ciência filosófica e religiosa.



Esse cuidado especial do mestre lionês preservaria a mensagem reveladora dos enxertos e adulterações que sempre ocorrem, na razão direta em que se expandem, em que se popularizam as idéias novas.



Dessa forma, aquela Sociedade se tornaria o primeiro Centro Espírita onde os debates saudáveis e os desdobramentos dos conteúdos científicos, filosóficos, morais e religiosos da Doutrina encontrariam campo para serem aprofundados.



Sob a sua presidência, as discussões permaneciam em alto nível e quando se tornavam acaloradas, a sua intervenção sábia acalmava os ânimos a sua autoridade moral e cultural silenciava os mais renitentes. Outrossim, ali teriam lugar as memoráveis tertúlias espirituais, quando venerandas Entidades, utilizando-se de médiuns sérios e dedicados ofereciam lições ricas de sabedoria consolando e iluminando os membros atenciosos interessados no próprio desenvolvimento intelecto-moral bem como no da Humanidade para a qual veio o Espiritismo.



Dirimiam-se dificuldades de interpretação e consolidavam-se no seu recinto as bases do pensamento espírita com vistas ao porvir da sociedade humana.



Exemplo, verdadeiro modelo de instituição, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas deixou precioso legado, que o Centro Espírita moderno atualiza e mantém.



Célula máter do Movimento por facultar-lhe o desenvolvimento e propagá-lo, é escola de relevante importância para quantos se interessam pelo Espiritismo.



É escola, por oferecer os mais significativos recursos culturais para a educação das almas, encarnadas ou não.



No seu labor desdobram-se as instruções que capacitam o aprendiz à conquista de uma existência feliz, enquanto adquire discernimento para conduzir-se com acerto. Ao mesmo tempo, propõe o limar das arestas e o disciplinar da conduta, aprimorando-a e condicionando-a às lições éticas do Evangelho de Jesus, desvelado pela interpretação racional que haure na Codificação.



Doutrina eminentemente educativa, o Espiritismo tem a ver com todos os ramos do conhecimento, por isso mesmo conclamando ao seu estudo sistematizado e cuidadoso, bem como à sua reflexão meticulosa. Nas suas classes ressaltam os valores da inteligência e da razão para serem cultivados, aplicados no comportamento como roteiro de segurança.



Igualmente é oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.



Sem lugar para a ociosidade dourada ou para a indiferença mórbida, a ação dignificadora nele se desdobra em mil expressões que elevam o ser. completando-o, planificando-o, dando-lhe sentido psicológico a existência planetária.



Desde a sua administração na busca incessante de qualidade até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de paz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador.



Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de qualquer tipo de culto externa, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propicio à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões.



Nas suas dependências devam ser preservadas os valores morais, a compostura, a dinâmica do amor, a fim de que a perfeita sintonia com Deus Jesus e os Espíritos Nobres tornem-no ambiente saturado por sutis vibrações, que proporcionam a paz e a renovação.



Lugar de reequilibro e de harmonia, é, também, hospital de almas no qual terapias especializadas-passes água fluidificada (bioenergia), oração, desobsessão e iluminação de consciência -facultem a saúde do corpo, da mente e do espírito, emulando o paciente ao avanço, à vitória sobre si mesmo, sobre as paixões primitivas, que nele predominam.



Não pode ser confundido, porém, com Nosocômios, Casas de Saúde, Clinicas Médicas e semelhantes, competindo com as mesmas, portadoras de bases acadêmicas, pois que desvirtuaria a sua finalidade essencial passando a conflitar com as Entidades especializadas no mister, as quais deve auxiliar e não produzir perturbação.



No seu ambiente não há lugar para exibicionismo de natureza alguma que faça recordar os palcos do mundo, nos quais se projetam os conflitos do ego humano e as lutas características das naturais promoções competitivas do ser.



Tampouco, pode agasalhar ou dar curso às inovações que ressumam do orientalismo ancestral ou das terapias alternativas atuais, desfigurando-/he, entorpecendo-lhe a finalidade superior.



O Centro Espírita é laboratório para experiências, pesquisas mediúnicas elevadas e cumulativas, que confirmam sempre os postulados básicos exarados nas Obras fundamenteis que Allan Kardec divulgou, completando a Codificação



Não é estanque o trabalho que nele se desenvolve, também não é fruto dos modismos; é isento de ortodoxias ou de atavismos; não enseja novidades frívolas ou aterradoras, muito do agrado daqueles que pensam nas glórias vãs da Terra em detrimento da responsabilidade e da seriedade que sempre devem constituir os seus programas.



O Centro Espírita é campo de luz aberto a todos aqueles que tateiam nas trevas da ignorância, da presunção e do egoísmo apontando rumos de libertação.



Atualizá-lo, sem lhe modificar os objetivos básicos; desenvolver as suas atividades, sem lhe alterar as estruturas ético-morais; qualificá-lo para os grandes momentos da hora presente como do futuro é dever de todos os espíritas, preservando as bases doutrinárias que nele devam viger: amor e estudo, ação da caridade fora da qual não há salvação, assim confirmando a promessa do Consolador, feita por Jesus, que abriria os braços para albergar, confortar e libertar todos aqueles que o busquem.



Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão mediúnica da noite de 25 de julho de 1995, no Centro Espirita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.