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13 julho 2012

Sofrimento

Mais dia, menos dia, o sofrimento chegará ao teu coração, pois que ele faz parte dos fenômenos da vida em progresso.
Sem a sua presença a soberba, o despotismo, a agressividade se fazem insuportáveis.
Porque o homem ainda não entende a voz suave do amor, defronta a aflição que lhe lima as arestas e o persuade à reflexão, ao bem.
Às vezes, o indivíduo reage, blasfema, esperneia e termina por ceder, única maneira de liberar-se.
Desta forma, não te rebeles ante a dor, piorando a tua situação e desgastando-se inultimente.
A aceitação dinâmica, isto é, a transformação do sofrimento em experiência, realiza o milagre do êxito.

 
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco - Livro: Vida Feliz.



12 julho 2012

Privilégios Cristãos


 Manter suprema fidelidade a Deus.
Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si mesmo.
Renunciar com alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na construção do Reino Divino.
Esperar quando outros desesperam.
Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.
Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.
Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.
Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.
Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.
Discernir o justo valor das causas e das coisas.
Amparar com sinceridade os que erram.
Perdoar quantas vezes for necessário.
Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.
Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.
Perseverar no bem até o fim.
 
André Luiz / Chico Xavier - Livro: Agenda Cristã.

27 novembro 2011

Convite a Renuncia

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.” (Lucas: 14-33.) Enquanto a disputa pela conquista dos valores-sem-valor comanda o desequilíbrio que se generaliza entre os homens; ao tempo em que a criatura se arremessa, desvairada, na corrida do prazer a fim de se não sentir marginalizada; não obstante a sofreguidão com que os indivíduos se vêem a braços de modo o lograr posição e relevo no cenário social; embora a fascinação pelo brilho dos primeiros lugares na ribalta das atividades com que se desajustam muitos seres, convém recordarmos a excelência da renúncia como terapêutica de alta urgência para a saúde física e mental dos que aspiram à paz e ambicionam a perene alegria... Renúncia num exame apressado pode parecer covardia ou significar amolentamento de caráter. Considerando-se que é muito fácil a derrocada na competição das paixões animalizantes em que apenas predominam as potencialidades do instinto, a renúncia, que significa requisito moral, dificilmente logra entendimento ou aceitação. Todavia, possuidor é aquele que cede. Mordomos transitórios do que nos passam pelo caminho: corpo, bens, objetos, valores, somente permanecem os tesouros inapreciáveis que dimanam das fontes geratrizes do espírito: amizade, amor, perdão como títulos de caracterização legítima de cada ser e de todas as criaturas. Renunciar, todavia, não é abandonar a causa ou ideal, antes contribuir de modo edificante para o bem geral, sem a ênfase da egolatria. Renunciando, Jesus conseguiu modificar o estado social da Humanidade, desde a sua hora e o seu dia, facultando ao homem a perfeita identificação entre os valores reais e os transitórios bens a que se dão valor e logo se consomem. Face a qualquer situação ou em qualquer circunstância litigiosa em que as ambições se empenhem, danosas, reflete e renuncia, liberando-te da canga constringente da ambição desvairada, porquanto as conquistas que facultam a paz, como enuncia o Evangelho, em relação ao Reino de Deus, não vêm com aparência externa.
 
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco - Livro: Convites da Vida.

Convite à Parcimônia

“Pois todo o que se exalta será humilhado.” (Lucas: 14-11.) 

Considerando o volume de problemas, cada dia em mais amplas dimensões, afligindo e amargurando, não sejas omisso ante a imperiosa quão inadiável contribuição que podes dispender a benefício da solução de alguns deles. Se pensares em profundidade, concluirás que todo distúrbio externo procede das matrizes íntimas da vida. Sejam enfermidades orgânicas ou convulsões sociais, tragédias do lar ou crimes contra a Humanidade, todos eles se originam das recônditas circunstâncias espirituais. O homem como a comunidade são as suas construções mentais. Medida preventiva como terapêutica preciosa deve ser aplicada portanto, no âmago das geratrizes reais do ser: o espírito. Indiscutivelmente há fome, guerra, miséria social e econômica porque o homem vive em crise de amor. O amor presente, ou ausente, é sempre o responsável pelo progresso ou envilecimento do indivíduo tanto quanto da sociedade. Por isso, aqueles fatores causais da desagregação econômica – que engendra a decadência social – são antes de tudo, morais, o que equivale afirmar, espirituais. Não é por outra razão, que o Evangelho – esse sublime código moral vivido por Jesus – na sua dinâmica poderosa, é a grande solução para esta atualidade turbulenta. Assim compreendendo, dá início ao auto-aprimoramento pessoal, recorrendo a fáceis quão significativos cometimentos: ante a mesa farta, parcimônia no comer; diante do vestuário e excessivo, parcimônia no trajar; em face à abundância dos licores e refrescos, parcimônia no libar; envolto pela teia das facilidades, parcimônia no uso; guindado ao poder, parcimônia na aplicação de atitudes; em qualquer lugar ou situação, parcimônia, comedimento como característica de equilíbrio, cooperação para equacionamento de dificuldades. O teu excesso é escassez do teu irmão. As tuas arbitrariedades constituem aflição para o teu próximo. Os teus abusos se convertem em prejuízos alheios. Reparte o pão, distribuindo o bem fartamente quanto possas, mas sê parcimonioso para contigo mesmo, antes que te transformes em motivo de alheia dor ou raiz de desdita no meio em que vives, sendo humilhado posteriormente como decorrência da exaltação ou do esbanjamento pernicioso.
 
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco - Livro: Convites da Vida