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19 maio 2013

Sintomas de Mediunidade

A mediunidade é faculdade inerente a todos os seres humanos, que um dia se apresentará ostensiva mais do que ocorre no presente momento histórico.

À medida que se aprimoram os sentidos sensoriais, favorecendo com mais amplo cabedal de apreensão do mundo objetivo, amplia-se a embrionária percepção extrafísica, ensejando o surgimento natural da
 mediunidade.

Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.


Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.

Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.

Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas.

Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono - insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada.

No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais - sombras e vultos, vozes e toques - que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos - encarnado e desencarnado - se viram envolvidos.

Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.

Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.

Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.

Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.

Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.

O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.

Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.

A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.

A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.

Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos - o físico e o ritual'>espiritual - proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.

Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.

A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.

É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.

Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.

Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.

Sintomas de Mediunidade - Manoel Philomeno de Miranda

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia).
(Jornal Mundo Espírita de Março de 2001)

17 maio 2013

Requisitos para o Médium Seguro - João Cléofas

A fim de colimar êxito no empreendimento das comunicações espirituais inteligentes, deve o médium que se candidata ao ministério socorrista preencher, no mínimo, as seguintes condições:

Equilíbrio – Sem uma perfeita harmonia entre a mente e as emoções, dificilmente conseguem, os filtros psíquicos, coar a mensagem que provém do Mundo Maior.

Conduta – Não fundamentada a vida em uma conduta de austeridades morais, só mui raramente logra, o intermediário dos Espíritos, uma sintonia com os Mentores Elevados.

Concentração – Após aprender a técnica de isolar-se do mundo externo para ouvir interiormente, e sentir a mensagem que flui através das suas faculdades mediúnicas, poderá conseguir, o trabalhador honesto, registrá-la com fidelidade.

Oração – Não exercitando o cultivo da prece como clima de serenidade interior, ser-lhe-á difícil abandonar o círculo vicioso das comunicações vulgares, para ascender e alcançar uma perfeita identificação com os Instrutores da Vida Melhor.

Disposição – Não se afeiçoando à valorização do serviço em plena sintonia com o ideal espírita, compreensivelmente, torna-se improvável a colheita de resultados satisfatórios no intercâmbio medianímico.

Humildade – Escasseando o autoconhecimento, bem poucas possibilidades o médium disporá para uma completa assimilação do ditado espiritual, porquanto, nos temperamentos rebeldes e irascíveis a supremacia da vontade do próprio instrumento anula a interferência das mentes nobres desencarnadas.

Amor – Não estando o Espírito encarnado aclimatado à compreensão dos deveres fraternos em nome do amor que desculpa, do amor que ajuda, do amor que perdoa, do amor que edifica, torna-se, invariavelmente, medianeiro de Entidades perniciosas com as quais se compraz afinar.

O ministério do intercâmbio mediúnico é, sobretudo, um labor de auto-burilamento, no qual o encarnado mais se beneficia.

Quem não pretende domar-se, não consegue ajudar os que se debatem na indocilidade, sob as vergastadas da frustração e do equilíbrio.

Aquele que se recusa ascender por esta ou aquela razão, na teimosia das paixões em que se demora, sincroniza mentalmente com os Espíritos rebelados que o martirizam, e cuja companhia se lhe torna habitual.

Mediunidade é faculdade psíquica que se pode considerar meio, instrumento, ponte que faculta o intercâmbio entre duas situações vibratórias.

Aquele que não prepara este meio convenientemente, jamais logra sair de si mesmo, tão vencido se encontra pela predominância da personalidade em desalinho.

Ofertemos as nossas disposições a Jesus Cristo, o Amigo Operante, que soube transformar-se no excelente Médium de Deus, deixando que a suprema vontade do Pai se lhe fizesse a própria vontade, até o momento do holocausto por amor a todos nós.

Se não formos capazes de manter o nosso concurso mediúnico em forma de testemunho de amor pelo nosso próximo, na esfera física, não teremos condição de abrir a alma em flor ao sol da misericórdia divina, em benefício dos nossos irmãos infelizes do Mundo Espiritual, que esperam por nós.

Pelo Espírito de: João Cléofas
Psicografado por: Divaldo Pereira Franco
Livro: Intercâmbio Mediúnico – Salvador, BA: LEAL, 1986, cap. 12

02 novembro 2012

Mediunidade Responsável


CRIOU-SE UM CONCEITO INFELIZ, QUE SE POPULARIZOU, a respeito da mediunidade, informando ser uma pesada cruz para os seus portadores.
A partir da informação incorreta, passou-se a temer o desenvolvimento mediúnico por associá-lo às terríveis aflições que acarretaria.
Não poucos os candidatos ao ministério mediúnico, por desconhecimento dos valores que tipificam a faculdade, evitam exercitá-la, receando a carga afligente das provações que seriam acrescentadas à existência.
É totalmente destituída de legitimidade a leviana informação, desde que a mediunidade é uma faculdade neutra, por meio da qual se comunicam bons como maus espíritos, ocorrendo formosos ou aflitivos fenômenos de variado conteúdo.
As dores que parecem acompanhar os médiuns que se afeiçoam ao trabalho do bem na Terra têm a sua origem em suas existências transatas, sem nenhum compromisso com a faculdade.
Caso não exercessem o ministério, os mesmos padecimentos os alcançariam, convocando-os à reparação dos delitos antes perpetrados, em razão da carência afetiva, que lhes não proporcionou a liberação que se dá mediante a ação da solidariedade, do amor, da caridade...
A mediunidade exercida com responsabilidade diminui o resgate daqueles que se encontram comprometidos com as Soberanas Leis, em razão das admiráveis contribuições de que se fazem portadores, atendendo os padecentes de ambas as esferas da vida: a material e a espiritual.
À semelhança de outras faculdades da alma, q            ue o corpo reveste de células para atender aos objetivos a que se encontram vinculadas, não poucas vezes os seus portadores experimentam os desafios que fazem parte do seu programa evolutivo.
Aceita com naturalidade e de forma consciente, a mediunidade alarga os horizontes da percepção humana a respeito dos valores existenciais, contribuindo com elevação para a compreensão da imortalidade, dos objetivos da jornada física que devem ser realizados em clima de alegria e de gratidão a Deus.
Facultando a convivência lúcida com os desencarnados, proporciona tranqüilidade em torno de todas as ocorrências do carreiro carnal, ensejando entendimento a respeito dos desafios e das dificuldades que se encontram nas experiências evolutivas, responsáveis pela conquista da plenitude, quando superados.
Desse modo, o denominado calvário dos médiuns somente tem lugar quando esses, entregando-se ao ministério com abnegação, padecem sempre as incompreensões que ocorrem sempre quando se apresentam as crises morais, prenunciadoras da transição para mais belas florações do ser humano e da sociedade.
Transformar a atividade num verdadeiro mediumato é o dever de todo aquele que se encontra convocado para exercitar a peregrina faculdade QUE LHE HONRA A EXISTÊNCIA.
Logicamente, transformando-se numa ponte entre as dimensões física e espiritual, desperta a animosidade dos espíritos infelizes que se comprazem em gerar obstáculos ao progresso geral.
Nada obstante, o seu desempenho fiel e a sua abnegação no desiderato a que se entrega consegue a simpatia dos espíritos nobres que passam a auxiliá-lo, inspirando-o em todos os lances da trajetória existencial.


NUNCA TEMAS O MAL!
No exercício saudável da mediunidade responsável, vincula-te ao compromisso de forma dinâmica, conscientizando-te do seu significado, assim como das benesses que podes auferir na execução da atividade iluminativa
Procura estudar-te de maneira que possas aprofundar observações em torno de quem és, dos teus objetivos essenciais, das tuas reações em relação aos acontecimentos existenciais, a fim de te identificares com a própria realidade.
Mediante esse comportamento, perceberás as influências que procedem dos desencarnados, podendo filtrá-las e exteriorizá-las com fidelidade, sem conflitos internos.
Mergulha o pensamento no estudo da doutrina espírita, ampliando oconhecimento em torno das sábias orientações exaradas por Allan Kardec sob a condução dos guias da humanidade, especialmente contidas em O LIVRO DOS MÉDIUNS, de maneira que acalmes as ânsias do sentimento e as dúvidas da mente perquiridora.
Consideras o impositivo do serviço que deves realizar qual agricultor que, dispondo de uma enxada e do solo adusto, utiliza-a com vigor, tornando-a sempre RELUZENTE E NECESSÁRIA, o que não ocorre quando deixada sem aplicação, sendo consumida pela oxidação e pela ferrugem.
Todo o bem que faças, utilizando as energias mediúnicas, a ti mesmo fará um grande bem.
Não meças distâncias, nem relaciones obstáculos a enfrentar, quando convocado ao formoso labor socorrista, porquanto a qualidade da ação é resultado do empenho e da dedicação daquele que a executa.
Quanto mais te afeiçoes à lavoura da caridade, mais amplos horizontes se te surgirão, auxiliando-te na marcha ascencional.
MEDIUNIDADE SEM SERVIÇO É ORQUÍDEA BELA E INÚTIL, COM FINALIDADE APENAS DECORATIVA. QUANDO COLOCADA EM FAVOR DA CARIDADE É GRÃO DE TRIGO QUE SE TRANSFORMA EM PÃO NUTRIENTE QUE SUSTENTA MUITAS VIDAS...
DESSE MODO, A MEDIUNIDADE COM JESUS É TAMBÉM CRUZ DE ELEVAÇÃO QUE ALÇA AO INFINITO E LIBERTA DO CÁRCERE DAS LIMITAÇÕES.
Quanto mais trabalhes a faculdade, mais eficazes se farão os resultados que pretendes atingir.
Quem veja o diamante reluzente como uma estrela não se lembrará do carvão escuro conforme se apresentava antes da extração e lapidação.
De igual maneira, a dor e o testemunho, na mediunidade responsável, representam os abençoados instrumentos que lapidam a gema que dormem embaixo da escura camada que a envolve...
Quanto mais sejam as aflições, mais compensadores serão os resultados da tua dedicação ao ministério mediúnico.
NÃO TE QUEIXES, PORTANTO, QUANDO CONVIDADO AOS CAMINHOS SILENCIOSOS DA RENÚNCIA E DO SOFRIMENTO DE QUE NECESSITAS PARA REABILITAR-TE.
EXULTA ante a oportunidade iluminativa e faze-te EXEMPLO DE CORAGEM para os demais, portadores de frágeis resistências morais.
Não reclames das ocorrências dolorosas, antes agradece-as, porque te chegam diminuídas de intensidade como efeitos dos novos tesouros que estás conquistando.

MEDIUNIDADE É BÊNÇÃO. FRUI-A COM ALEGRIA, AJUDANDO SEMPRE.


A EXISTÊNCIA TERRENA NÃO CONSTITUI UM PASSEIO AO PAÍS DA FANTASIA, embora muitos desavisados assim a considerem.
Assume a responsabilidade de viver dentro dos padrões educativos propostos pelas leis da evolução, colhendo os opimos frutos da harmonia e do bem-estar.
HONRADO PELA OPORTUNIDADE DE SER OPERÁRIO MEDIÚNICO NA SEARA DE JESUS, TRABALHA PARA CORRESPONDERES À EXPECTATIVA, PERMANECENDO FIEL ATÉ O FIM DA JORNADA, SEM ANGÚSTIA NEM AFLIÇÃO.
Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco, livro ENTREGA-TE A DEUS!

28 setembro 2012

Emissão de Pensamentos


Toda mente tem um transmissor incomparável estruturado para emitir ondas longas ou curtas, metragem e microformas, com a sua linguagem específica, de acordo com as necessidades. Mesmo que queiramos, nunca conseguiremos parar de pensar, pois a mente é um dínamo sagrado ligado á suprema inteligência universal, pela qual flui, ininterruptamente, a vontade de Deus.
Procuremos analisar os pensamentos desde os seuprincípios mais rudimentares, e notaremos que somente co-participamos, com muita eficiência, na sua engenhosa formação e transmissão de idéias. Contudo, quase somos realistas ao aceitarmos as nossas responsabilidades de ajudar na emissão dos pensamentos em direção aos nossos semelhantes.

 Pensar é viver, e viver melhor é pensar conscientemente, fazendo o que nos toca com mais perfeição. A estupenda energia dos pensamentos cria formas admiráveis, alimenta uma gama de coisas sem precedentes, atuando em todas as linhas do metabolismo, harmonizando todos os mundos celulares, se sua formação congênita é o amor e a caridade em suas variadas extensões.
espírito é o centro energético de atividades imensuráveis, reguladas por leis justas, de modo a manter o corpo na mais perfeita harmonia. Ele emite para suas formas diversas correntes sutis, potencializando todo o agregado do soma, tanto quanto dos corpos de mais alta freqüência vibratória. A projeção é feita pela mente, ante os canais sustentadores da vida. Reflitamos sobre o bem ou o mal que poderemos fazer, no uso daquilo que é mais sagrado na nossa vida - pensar, emitir idéias e estas se consubstanciarem em valores pelo verbo, e este se identificar pela escrita, onde poderá se transformar em fonte sublimada para a paz da consciência e o bem de todos os semelhantes.
Vigiemos, pois, nossas emissões mentais. Todo esforço neste sentido é louvável, mesmo que não atinjamos totalmente a pureza desejada. Já é um pouco de luz a despontar no coração e na inteligência dos operários do bem, na reconstrução da personalidade envolvida no engano, por influência da ignorância, e para esse trabalho,divino por excelência, não é preciso nos reportarmos à puberdade do espírito, que está perdida na profusão do tempo e do espaço, porque a sua própria razão se esgota, quando tente perceber a embriologia espiritual de si mesmo.
Avancemos com os conhecimentos que temos em mãos. Eles nos dão, mesmo na sua simplicidade, meios para iniciarmos os primeiros passos na grande escalada infinita da evolução. A mente só cria, igualmente, imagens compatíveis com a sua própria estrutura espiritual, na formação do eu. O pai não Se esqueceu do estabilizadores, de modo que as voltagens etéricas surgem no cenário do cérebro, conectadas no volume justo a ser suportado pelo ser pensante. Daí, é que ajustamos essa idéia aos ensinos do Evangelho, que comenta, em certo trecho: “ Não são colocados fardos pesados em ombros frágeis”.
A massa encefálica é o topo da cruz humana, e nela se encrava um astro divino, que se manifesta, em parte. por acanhados sentidos; e as idéias oriundas dessa claridade semeiam vida por toda a lavoura biológica. E essa vida se expressa por escala infinitas, de acordo com a sua maturidade, que é conhecida pelo que a alma pensa, pelo que faz, pelo que vive.
A nossa mente atinge todo o corpo físico através dos pensamentos, que encontram seus reatores nos variados plexos, para depois acionar as glândulas responsáveis por todo o conjunto orgânico. Se as emissões dos pensamentos forem boas, todo o templo do espírito estará em paz. Se não, sofreremos, hoje ou amanhã, as nefastas conseqüênciacausadas pelas invigilâncias do inquilino do corpo. Deveremos dar início, se não temos costume ainda, ao cultivo do amor, da alegria pura, das emoções superiores, da caridade e do perdão, da tolerância e da solidariedade para com todas as criaturas. Essas tentativas, por nós iniciadas, darão ensejo a um bom ambiente para a consciência interna nos ajudar a plasmar, no flóreo clarão divino que entra em nós, idéias de alta elevação espiritual, tornando-nos livres da velha sombra que nos acompanha há milênios, denominada ignorância.

Miramez

Site: www.caminhodaluz.com.br

05 outubro 2011

Convite a Mediunidade



“Ora há diversidades de dons, mas um mesmo é o Espírito; há diversidades de ministérios, e um mesmo é o Senhor.” (I Coríntios: 12-4 e 5.)
Médiuns, mediunidade. Médiuns todos o somos, e mediunidades possuímo-las todos nós. Aprimorá-las ou descurá-las, relegando a plano secundário, é responsabilidade que cada um exerce mediante o próprio arbítrio. A argila maleável nas mãos do oleiro é a médium do vaso. O ferro em ignição, na bigorna e malho do operário, é médium da forma que plasma. Deixando-se conduzir pelas mãos do Operário Divino, o homem modela e executa as construções mentais superiores, tornando-se cooperador na Obra de Nosso Pai. Recalcitrando à inspiração elevada, deixa-se maleável, arrastar por outras ondas de pensamento, colaborando, às vezes, inconscientemente na formação das paisagens de dor, de sombra e de desdita para os outros como para si mesmo. A verdade é que todos estamos interligados, em ministério mediúnico ativo, incessante, graças aos múltiplos dons de que nos achamos investidos.
Vinculados a espírito-a-espírito pelo impositivo da evolução, desde que constituimos famílias que formam a grande família universal, sintonizamo-nos reciprocamente pelas afinidades e aptidões, ideais e desejos em conúbio imenso de que somente o amor consegue os objetivos elevados, libertadores. Assim sendo, medita nas possibilidades mediúnicas de que te encontras possuído e eleva-te pelo exercício das ações nobilitantes, de modo a desdobrares os recursos positivos na realização do bem a que o Senhor a todos nos convoca. Certamente uns estão melhormente aquinhoados pelas faculdades mediúnicas que lhes são concedidas para a própria edificação à luz consagradora da Doutrina Espírita que é a única diretriz segura com Jesus para o ministério abençoado de iluminação na Terra. Se, todavia, não experimentares os sintomas mais evidentes da mediunidade, transforma-te espontaneamente em instrumento do amor e acende a lâmpada do auxílio fraterno no coração, afim de que a caridade te transforme em médium da esperança entre os que aspiram a um Mundo renovado e ditoso para o futuro, desde hoje.
 Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis / Livro: Convites da Vida